Enquanto a vida corre, corremos atrás da vida. E, entusiasmado como sou para tudo que faço, tenho corrido entusiasticamente atrás de muitas coisas... e o Blog tem ficado para trás. Maaas... eu ainda tenho muito o que escrever, e por isso eu estou de volta.
Hoje, entretanto, veio apenas deixar anotado para os meus poucos seguidores (e àqueles que são visitantes de ocasião ou por acaso) que, dentro em breve, novos capítulos de "O Livro de Ébano" e de "Os Aleatórios" devem aparecer por aqui. Estou me reorganizando (e re-empolgando) no que diz respeito ao processo criativo do Blog e isso significa resultados para logo.
Por hora, resolvi dar uma nova roupagem à minha oficina de literatura e ver o que os visitantes acham disso tudo.
Até breve!
Seguidores
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Poesia - Do que falo?
Tenho pensado bastante a respeito deste Blog, e não chego a conclusão alguma no momento...
De qualquer, creio que dentro em breve surgirão novas fases e capítulos de meus velhos contos e livros, mas não por ora. Enquanto isso, deixo fluindo meu lado poeta de quartinho, mesmo nos horários de trabalho ou durante as aulas de minha atual faculdade (estou cursando Sistemas de Informação, algo bastante distante de minha realidade profissional como dentista, mas que tem a ver com velhos sonhos, enfim...).
Às vezes, uma aula de faculdade pode ser bastante inspiradora... mesmo que para propósitos alheios aqueles intencionados pelo professor.
Do que falo?
De que me vale esse estudo
que me ensina a ficar mudo
diante do que creio
fazer parte de tudo?
Sim, eu vejo mesmo!
Aponto, mas não falo,
pois desde o canto do galo
eu nada deixo a esmo
Só que no grande contexto,
se o que vejo é o que sinto,
eu não falo, porque minto
ao aceitar o pretexto
domingo, 18 de setembro de 2011
Poesia - Retorno
Não está combinando com meu humor atual, mas essa poesia me pareceu bacana o suficiente para ser publicada. Foi escrita há pouco mais de um mês.
+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_
Insinceras tristeza e alegria
O silencioso grito da monotonia
A dor repete a manifestação
Em minha alma, minha mente
Meu coração
Eu recito mantras que me foram dados
Mas a fortaleza cai sobre os poços criados
pelas lágrimas que eu nem choro, mas das quais eu guardo
Recordação
A paz final carece de verdade
E mentir para si mesmo não é medicação
Completo absurdo ainda em construção
Meu coração
+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_
Insinceras tristeza e alegria
O silencioso grito da monotonia
A dor repete a manifestação
Em minha alma, minha mente
Meu coração
Eu recito mantras que me foram dados
Mas a fortaleza cai sobre os poços criados
pelas lágrimas que eu nem choro, mas das quais eu guardo
Recordação
A paz final carece de verdade
E mentir para si mesmo não é medicação
Completo absurdo ainda em construção
Meu coração
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Poesia - (Diversas)
Andei deixando meu lado "poeta de horas vagas" abandonado. Muita coisa mudou desde alguns meses atrás, e para a maior parte do tempo pareceu perder sentido manter esse traço. Mas, como é de meu costume, mudam-se fatos, mudam-se atos, mudam-se interesses... minha cabeça é um adorável e confuso caos, e cá estou de novo a poetizar.
Pra tirar o atraso, resgatei da gaveta algumas poesias velhas, que antes eu pensava serem "impróprias para publicação". Trouxe junto destas algumas mais recentes, concebidas de modos diversos, até mesmo com variação de idioma, por razões ainda mais incontáveis. Enfim: pra que explicar? Cada poesia é, em si mesma, aquilo que deve ser...
+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+
De Causa e Efeito
Minha última prece me levou a nada
Minha última ofensa me levou à dor
Hoje resolvi calar até a alma
Pra não mais rezar, nem ofender, nem falar
Desabafar causa discórdia
E ser sincero é egoísmo
O mundo me confunde, me faz inseguro,
e, na insegurança, eu repito os erros
e rezo, e ofendo
São dezenas de dentes contados,
alguns partidos, outros arrancados
Eu já não vejo o sangue e a dor de outros
como eu os via em tempos passados
Mas não sei se por orgulho, por medo ou compaixão
Eu ainda choro pelo fracasso, me despedaço na desilusão
Mas é sábio calar, mesmo que eu não consiga fazê-lo, reconheço,
pois o desabafo sincero joga fora o que a alegria passageira conquistou
E então o sangue ferve,
não o que vejo, mas o que contenho
E eu ofendo de novo, e repito as preces
que só me levam à dor, e depois a nada.
+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+
Uma Pausa
Queria estar bem
bem longe de onde estão os que pensam sobre o que fazem
Talvez onde está você
Talvez onde há bem-estar
Não há remorso, não há culpa ou arrependimento
Só essa memória que me cobra o que eu não sei fazer
E me pede pra tentar de novo
Enquanto me apavora, dizendo que sou fraco
Eu não sei negar
Nessas horas em que você não pode gritar,
e ninguém olhará em seus olhos para ler a sua angústia,
o silêncio começa a doer na garganta
e toda sua força se concentra em segurar a dor
+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+
(Sem nome)
Eu não me pertenço
Nem tenho nada além de mim
Feito de vazio, o nada me preenche
E me sinto só em meio a tanta gente
Pois você não é de mim
Pois você não está aqui
E, diante de mim, finge não estar
E o meu saber, ainda que frequente
Ainda não explica por que é assim
Ferido permaneço e imploro pela cura
Recorro ao teu consolo e vejo que ignora
+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+
Volta às aulas
Faltam-lhe as nictantes
mas não o veneno das serpentes
O riso da ignorância é deprimente
Erra onde já errara antes
E se me perguntar onde quero estar
Não é aqui certamente
Onde do pensar estou doente
Longe do conhecimento a alcançar
+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+
About anger
My blood boils inside the cauldron of my veins
And the pact I made causes me suffering and pain
The dark night rises outside the shelter of the heart
And no star can shine below the ceiling of this car
I still can't get used to the meaning of these tears
The eyes I loved before are now the reason of my fears
And though the rain is over and the loneliness has gone
The time of fighting and a thunderstorm will come
Pra tirar o atraso, resgatei da gaveta algumas poesias velhas, que antes eu pensava serem "impróprias para publicação". Trouxe junto destas algumas mais recentes, concebidas de modos diversos, até mesmo com variação de idioma, por razões ainda mais incontáveis. Enfim: pra que explicar? Cada poesia é, em si mesma, aquilo que deve ser...
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De Causa e Efeito
Minha última prece me levou a nada
Minha última ofensa me levou à dor
Hoje resolvi calar até a alma
Pra não mais rezar, nem ofender, nem falar
Desabafar causa discórdia
E ser sincero é egoísmo
O mundo me confunde, me faz inseguro,
e, na insegurança, eu repito os erros
e rezo, e ofendo
São dezenas de dentes contados,
alguns partidos, outros arrancados
Eu já não vejo o sangue e a dor de outros
como eu os via em tempos passados
Mas não sei se por orgulho, por medo ou compaixão
Eu ainda choro pelo fracasso, me despedaço na desilusão
Mas é sábio calar, mesmo que eu não consiga fazê-lo, reconheço,
pois o desabafo sincero joga fora o que a alegria passageira conquistou
E então o sangue ferve,
não o que vejo, mas o que contenho
E eu ofendo de novo, e repito as preces
que só me levam à dor, e depois a nada.
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Uma Pausa
Queria estar bem
bem longe de onde estão os que pensam sobre o que fazem
Talvez onde está você
Talvez onde há bem-estar
Não há remorso, não há culpa ou arrependimento
Só essa memória que me cobra o que eu não sei fazer
E me pede pra tentar de novo
Enquanto me apavora, dizendo que sou fraco
Eu não sei negar
Nessas horas em que você não pode gritar,
e ninguém olhará em seus olhos para ler a sua angústia,
o silêncio começa a doer na garganta
e toda sua força se concentra em segurar a dor
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(Sem nome)
Eu não me pertenço
Nem tenho nada além de mim
Feito de vazio, o nada me preenche
E me sinto só em meio a tanta gente
Pois você não é de mim
Pois você não está aqui
E, diante de mim, finge não estar
E o meu saber, ainda que frequente
Ainda não explica por que é assim
Ferido permaneço e imploro pela cura
Recorro ao teu consolo e vejo que ignora
+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+
Volta às aulas
Faltam-lhe as nictantes
mas não o veneno das serpentes
O riso da ignorância é deprimente
Erra onde já errara antes
E se me perguntar onde quero estar
Não é aqui certamente
Onde do pensar estou doente
Longe do conhecimento a alcançar
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About anger
My blood boils inside the cauldron of my veins
And the pact I made causes me suffering and pain
The dark night rises outside the shelter of the heart
And no star can shine below the ceiling of this car
I still can't get used to the meaning of these tears
The eyes I loved before are now the reason of my fears
And though the rain is over and the loneliness has gone
The time of fighting and a thunderstorm will come
terça-feira, 19 de abril de 2011
Vários - Êita, joguinho do capeta! (Editado)
Resolvi fazer um remanejamento da matéria sobre o jogo Inferno - Batalhas do Abismo, para meu Blog mais antigo, que sempre foi mais específico para jogos e passatempos. Quem estava acompanhando, pode conferir que ambas as partes já publicadas estão no link abaixo, e a próxima e última parte também será publicada lá.
Storyteller's Lair
Com esse remanejamento, eu reduzo um pouco o aspecto desordenado que estava se adsorvendo a este blog, e torno o seu conteúdo mais específico para contos, poesias, músicas e comentários gerais, deixando o tema "jogos" no seu devido blog.
Até+!
Storyteller's Lair
Com esse remanejamento, eu reduzo um pouco o aspecto desordenado que estava se adsorvendo a este blog, e torno o seu conteúdo mais específico para contos, poesias, músicas e comentários gerais, deixando o tema "jogos" no seu devido blog.
Até+!
quinta-feira, 24 de março de 2011
Conto - Os Aleatórios (Parte 7)
Enfim, o eletrizante final da saga "Prelúdio Insano". Fé, Dúvida e Blasfêmia se somam para compor uma emocionante estória sobrenatural.
Os Aleatórios - Sétima Edição
Aguardo os comentários e os votos nas Reações (abaixo) dos leitores. Até+!
Os Aleatórios - Sétima Edição
Aguardo os comentários e os votos nas Reações (abaixo) dos leitores. Até+!
domingo, 20 de março de 2011
Poesia - Tensão
Mais um dia de calor, mais uma folha rabiscada. Esta poesia está, na verdade, incompleta. Mas, como o sentido que ela fazia enquanto estava sendo escrita desapareceu, ficará incompleta para sempre, como tantas outras antes dela.
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Nem olho pro meu rosto
Pra não ver o que não gosto
Não penso no futuro
Por lembrar do meu passado
Por maior que seja o esforço
Eu sempre faço tudo errado
Minhas próprias palavras
Me carregam de arrasto
Eu sofro a solidão em meio à multidão
E tenso eu respiro como uma bomba relógio
Eu me sinto tão ridículo
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Tensão
Pra não ver o que não gosto
Não penso no futuro
Por lembrar do meu passado
Por maior que seja o esforço
Eu sempre faço tudo errado
Minhas próprias palavras
Me carregam de arrasto
Eu sofro a solidão em meio à multidão
E tenso eu respiro como uma bomba relógio
Eu me sinto tão ridículo
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